Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2018

Três realidades distintas a exigirem soluções rápidas

 

1-Portugal é um país que felizmente não tem sido fustigado por tornados, abalos sísmicos de grandes dimensões. Mas temos outras realidades que igualmente nos devem preocupar e já provocaram vítimas e sofrimento a muitas pessoas. Refiro-me aos incêndios florestais, aos surtos de legionela e à poluição da água do rio Tejo. São problemas que não são de agora e se vêm arrastando e agravando de ano para ano. É necessário encontrar soluções rápidas por forma a evitar mais sofrimento.

2-Uma grande parte dos incêndios florestais têm na sua origem mãos criminosas. Impõe-se portanto uma maior vigilância das florestas e de pessoal que o faça a tempo inteiro durante todo o ano. A desertificação do interior do país leva ao abandono dos pinhais que deveriam ser limpos para evitar incêndios. Sendo assim, compete ao Estado e às autarquias formar equipas de sapadores que se encarreguem exclusivamente deste trabalho ao longo do ano. É necessário que os bombeiros tenham uma preparação específica para combater este tipo de incêndios e que também sejam fcalizadas e cumpridas as normas respeitantes à limpeza das bermas das estradas e da periferia das povoações. Só através destas medidas se poderão diminuir o número de incêndios e evitar que estes se propaguem de forma rápida e avassalador. Portugal é o país da União Europeia com mais área ardida e mais ocorrência de incêndios florestais calculando-se que já tenham ardido 520 mil hectares de floresta.

3-Também os surtos de legionela se vêm repetido com o tempo. Desde 2014 que já se registaram pelo menos três surtos pela seguinte ordem: Vila Franca de Xira,Hospital de Sâo Francisco de Xavier e Hospital da CUF. Pelo que li no jornal electónico “ Observador “ o Governo já elaborou uma lei que “ determina obrigações e sanções diferenciadas consoante o grau de risco de propagação de bactérias e de infecção e das características dos equipamentos como torres de arrefecimento de sistemas de climatização sendo aplicável a todos os sectores de actividade públicos e privados incluindo fábricas, escritórios, centros comerciais, hospitais, escolas e hotéis. Diz ainda a lei que “ o registo obrigatório das torres de refrigeração, em potenciais focos de disseminação da bactéria, terá de ser feito numa plataforma digital a ser criada para esse efeito. “ .Isto é já um bom começo. Não sei se a lei já foi aprovada e se já entrou em vigor. Mas não basta legislar pois é preciso verificar através de inspecções periódicas se as normas estão a ser cumpridas. Também nos incêndios florestais havia normas que não estavam a ser cumpridas e não foram apuradas responsabilidades.

4-Finalmente vem a notícia da actualidade que é a poluição da água do Tejo. A poluição também não é um caso novo. Já em 2015 num comunicado a Quercus vem denunciar que a poluição da água do Tejo era resultante da agricultura, da suinicultura das águas residuais e descargas de efluentes não tratados sem a competente acção de vigilância e controlo pelas autoridades responsáveis. E o comunicado conclui “ Nunca o Tejo e seus afluentes registou tão elevado grau de poluição de abandono e falta de respeito por parte de uma minoria que tudo destrói, perante a complacência das autoridades,” Esta crítica mantém-se actual pois a situação hoje é bem pior do que em 2015. Se não forem tomadas medidas drásticas estaremos a caminhar para a destruição de um ecossistema com as consequências que daí podem advir

 

 

publicado por pontodemira às 17:27
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