Sábado, 27 de Agosto de 2016

OS INCÊNDIOS FLORESTAIS

1-Todos os anos no período do verão há incêndios nas principais zonas florestais do país. Este ano, porém, devido às temperaturas elevadas, já arderam 103 mil hectares de floresta e também bastantes casas de habitação. Fazendo um balanço comparativo com outros países do Sul da Europa como a Espanha, a Itália e a Grécia verificamos que em Portugal a área ardida é 5 ou 6 vezes superior à dos outros países.

2- Como a maior parte dos incêndios resulta de fogo posto, os órgãos de comunicação social falaram da necessidade de aumentar as penas a aplicar aos criminosos e até houve quem avançasse com a pena de morte para os que fossem apanhados em flagrante delito. Pessoalmente penso que a estratégia a seguir deveria seria outra. A pena de morte em Portugal foi abolida no século xIx (1867) no reinado de D. Luis e não faz sentido voltar atrás. Aumentar a pena poderá desincentivar os criminosos mas os pirómanos e os psicopatas, uma vez cumprida a pena, têm tendência a reincidir. Noutros casos enquanto aguardam julgamento em liberdade vão cometendo outros crimes. A solução mais aconselhada seria a pulseira electrónica permitindo localizar a pessoa a qualquer momento.

Há também casos em que os incêndios são ateados pelos madeireiros ou por pessoas que actuam a soldo deles. Lembro-me que há uns anos atrás fui abordado por um negociante de madeiras que sabendo que tinha um pinhal me fez uma proposta para a compra de uns pinheiros. Como não chegámos a um acordo lembrou-me que se por acaso houvesse um incêndio teria de vender os pinheiros que escapassem ao desbarato. A verdade é que uma semana depois os vaticínios cumpriram -se, por mera coincidência ou não.

3-Quando acontecem incêndios de grande magnitude, os responsáveis a quem compete tomar decisões vão para o terreno fazer um levantamento dos estragos. Tiram apontamentos, ouvem pessoas e normalmente prometem tomar medidas para obviar situações semelhantes no futuro. Mas quando chega o Inverno, os projectos e as boas intenções ficam na gaveta da secretária e passam ao esquecimento. Sem ser um “ expert “ na matéria há medidas que são óbvias das quais passo a citar as seguintes: limpeza das matas no Inverno ; abertura de caminhos que possibilitem às viaturas dos bombeiros um acesso mais rápido ao local dos incêndios ; postos de vigia nos sítios mais altos ; corte das árvores em volta das casas de habitação num raio de 50 ou 100 metros ; dotar os bombeiros mais carenciados dos meios mais apropriados para combater os incêndios.

Para a limpeza das matas deviam constituir-se brigadas integrando também elementos do exército. Às autarquias locais e às juntas de freguesia competiria fazer um levantamento das zonas arborizadas a precisar de limpeza. Os proprietários que não tivessem meios para o fazer solicitariam a ajuda dessas brigadas.

4-Penso que se estas medidas forem tomadas os incêndios irão diminuir gradualmente para níveis aceitáveis. Portugal merece este esforço de forma a evitar que uma grande parte da riqueza nacional não seja delapidada e a gente idosa do interior não fique sem recursos para sobreviver.

 

T

publicado por pontodemira às 18:36
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