Terça-feira, 15 de Junho de 2010

MARCAS DO GOVERNO PS

 

1-Na visita que fez a Trancoso para inaugurar uma escola, o primeiro-ministro José Sócrates realçou a importância que a nova auto-estrada Bragança – Celorico da Beira , irá ter no desenvolvimento da região. Ninguém põe em causa que esta obra é uma mais-valia para a Beira Interior e Trás-os-Montes, províncias durante tanto tempo esquecidas pelo poder central.. Quando a obra estiver concluída ficará preenchida uma das condições para que os empresários nacionais e estrangeiros possam investir no interior do país . Serão mais fáceis e rápidas as deslocações para quem tenha de fazer negócios ou tratar assuntos em Lisboa e noutras cidades do país.

Sem pôr em causa a importância desta auto–estrada e tendo em conta a grave situação económica e financeira que o país atravessa, levanta-se a questão de saber se não seria preferível executar esta obra por fases, começando pelos troços mais urgentes e prioritários como Cruz da Galega–Celorico da Beira e Longroiva–Vila Nova de Foz Coa. Estes, sim, são traçados sinuosos que dificultam o trânsito e que há muito tempo reclamavam uma nova estrada. Por outro lado a actual estrada Bragança–Celorico da Beira tem pouco movimento e bastaria rectificá-la ou ampliá-la nos sítios mais críticos.

 

2-O primeiro-ministro José Sócrates referiu-se ainda ao esforço que o governo está a fazer, conjuntamente com as autarquias locais para a concentração da rede escolar em agrupamentos mais vastos, encerrando as escolas do 1º ciclo com menos de 21  alunos.

É inegável que nas escolas de dimensão reduzida não há condições para os alunos se desenvolverem. Nestes casos as limitações são grandes e as probabilidades de insucesso escolar aumentam. Há no entanto uma dúvida que se me coloca e tem a ver com o número limite estabelecido ( 21 ) em relação ao qual tem lugar a extinção de uma escola. Será que havendo 15 ou mesmo 10 alunos não se justificaria a manutenção da escola.  Sabemos que hoje as aldeias do interior do país se estão a desertificar. Se nada for feito para que isso não aconteça o país ficará ainda mais pobre. É pois necessário não só manter o pouco que existe mas acrescentar aquilo que faz mais falta às populações.

Quanto às escolas que estão a ser extintas importa saber se o fim em vista é a redução dos custos com o pessoal docente e em infra-estruturas ou se o objectivo  primordial é alcançar melhores resultados.  Ninguém duvida que diminuindo o parque escolar tanto o Estado como as Autarquias irão poupar muito dinheiro na manutenção das escolas. Resta saber é se o aproveitamento escolar irá melhorar substancialmente como se espera. É bom lutar contra a discriminação e todas as formas de exclusão social. Neste sentido as medidas tomadas pelo Ministério da Educação são boas. Mas têm também tem o seu lado negativo . É que alguns alunos que ficam mais longe da escola têm de se levantar cedo e vão chegar  muitas vezes tarde a casa. O cansaço e a falta de tempo para estudar também podem produzir os seus estragos.

 

3-Outra medida polémica recentemente anunciada é a que dá possibilidade aos alunos com mais de 15 anos, que ficaram retidos no 8º ano, de fazerem directamente o 9º ano e transitarem assim para o 10º ano. Não se percebe muito bem como é que alunos que ficaram retidos no 8º ano tenham depois capacidade para fazerem de uma só vez dois anos. Só facilitando o exame se consegue realmente esta proeza.  Sendo assim ficamos sem saber qual o verdadeiro alcance desta medida.  Será para libertar os alunos o mais rápido possível do ensino obrigatório ? Será para melhorar as estatísticas do sucesso escolar e evitar a repetência ? Quem souber que responda.

 

FRANCISCO  MARTINS

publicado por pontodemira às 22:26
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