Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

NAVEGAÇÃO Á VISTA OU A POLÍTICA DO PÁRA E ARRANCA

O país está a viver um período de grande turbulência. Aprova-se um Plano de Estabilidade e Crescimento ( PEC ) e passados poucos meses entende-se que o programa não serve e adopta-se um pacote de medidas ainda mais duras.  O primeiro-ministro diz que não vai aumentar os impostos e temos aí uma subida do IVA e do IRS. Afirmou-se a pés juntos que as grandes obras iriam para a frente e agora resta apenas o TGV com ligação a Madrid. E será mesmo que esta obra vai prosseguir ? A ver vamos.

 

Há muito que Portugal está a viver acima das suas possibilidades ou seja estamos a gastar mais do que as receitas que produzimos. Para cobrir o défice orçamental temos que pedir dinheiro emprestado e a dívida pública vai aumentando todos os anos. As medidas que se têm tomado são apenas conjunturais e não atacam o mal pela raiz. E o mal está na despesa pública que tem vindo a aumentar e que é necessário reduzir. Como diz o dr. Luís Campos e Cunha numa entrevista à Revista “ Visão “ Portugal está a viver “ numa situação semelhante à Dona Branca. Ou seja, paga a dívida e os juros com nova dívida . “

 

Para sair deste pesadelo  e evitar a bancarrota há que fazer reformas estruturais na administração pública, na Justiça, na economia e nas finanças. Um verdadeiro cancro para o Estado são sem dúvida as empresas públicas e municipais que muitas vezes são criadas com o fim exclusivo de dar emprego a determinadas pessoas. É também necessário evitar o desperdício e o despesismo em muitas outra áreas da administração pública. Não se compreende por exemplo que tenham sido aumentadas as verbas para as despesa do Parlamento. Numa altura em que a maioria dos portugueses tem que apertar o cinto não faz sentido que os deputados vivam no país da abundância. É verdade e é de toda a justiça não esquecer  o esforço que o governo fez no sentido de simplificar e tornar mais eficientes os serviços públicos.  Mas mesmo aqui têm-se cometido erros ao fixar aos funcionários objectivos cegos  por vezes impossíveis de cumprir.  Parece que o mais importante é a quantidade e não a qualidade do serviço.

Na justiça os processos continuam a arrastar-se nos tribunais sem uma solução à vista. É necessário reduzir os prazos de decisão e os excessos de garantias por forma a tornar a justiça mais célere. A continuar tudo como está podemos dizer que temos uma justiça para ricos, ou seja, para os que podem pagar a bons advogados e conseguem adiar as sentenças e outra para os pobres que não podem ir tão longe porque não têm dinheiro.

Há também muito trabalho a fazer na economia e finanças. Para estimular a economia é necessário que o Estado invista em pequenas obras e na formação de trabalhadores qualificados. Isto para não falar do apoio às pequenas e médias empresas viradas para a exportação e que apostem na inovação e na competitividade.

A riqueza terá de ser equitativamente distribuída acabando com o fosso  existente entre os que ganham ordenados de luxo e os que auferem salários de miséria.

 

Numa economia débil como a nossa o aumento do IVA é uma medida desacertada e que vai constituir mais um problema do que uma solução para a crise em que vivemos . O consumo e a procura vão diminuir  enfraquecendo ainda mais as empresas que já se encontram numa situação difícil e com a corda ao pescoço. O verdadeiro caminho a seguir nos anos mais próximos é cortar nas despesas correntes e em todas as que não contribuam para criar riqueza a médio e a longo prazo. Se as receitas do Estado não dão para tudo terá que se gerir bem o dinheiro atendendo às principais prioridades e evitando gastos supérfluos. O aumento de impostos é sempre a maneira mais fácil de criar receitas e uma tentação para todos os políticos. A subida do IVA irá agravar o custo dos bens essenciais como o pão e o leite e tornar ainda mais difícil a vida dos que têm salários mais baixos, gerando situações de revolta.  Esperemos que no futuro se ponderem bem as decisões a tomar e impere a política do bom -senso.

 

FRANCISCO  MARTINS

publicado por pontodemira às 20:27
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

BALANÇO DA VISITA DE BENTO XVI A PORTUGAL

 

A visita de Papa Bento XVI a Portugal constituiu um verdadeiro sucesso. Tanto em Lisboa como no Porto houve verdadeiros banhos de multidão a aplaudir o Papa. A juventude compareceu em massa e deu uma nota de alegria à festa. Bento XVI não desiludiu pois mostrou claramente que não é a pessoa fria e distante que muitos pensavam. Vimos o Papa sorrir, beijar crianças e até emocionar-se com os aplausos que lhe foram dispensados. Os portugueses foram uma vez mais hospitaleiros e receberam condignamente o sucessor de Pedro.

Os discursos e homilias que Bento XVI fez em Portugal vieram mais uma vez mostrar que estivemos diante de um grande pensador e filósofo. É um homem aberto ao diálogo com todos , crentes e não crentes. Caiu por terra a tese dos que o chamavam fundamentalista. O Papa também não é um reaccionário como alguns pensam. É preciso não esquecer que há um núcleo de valores fundamentais que não podem ser alterados sob pena de  descaracterizar o cristianismo. Há que distinguir entre o que é dogma e faz parte da profissão de fé ( credo ) e o que foi acrescentado pela Igreja ao longo dos séculos. Esta é a fronteira entre o  inalterável e o que pode ser aperfeiçoado e melhorado.

 

Nos discursos e encíclicas de Bento XVI existem algumas palavras -chave que ele utiliza com muita frequência : amor, verdade, razão e ética.

O amor cristão - amor a Deus e ao próximo - é um amor incondicional e desinteressado sem nada pedir em troca. Amor que se realiza nas mais diversas circunstâncias : carências materiais e no sofrimento físico e psíquico.

A verdade é o Logos, a palavra de Deus, Jesus Cristo feito homem. Jesus disse : “ Eu sou o caminho , a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim( Jo 14,6 )

A verdade que devemos procurar está pois em Jesus. É necessário combater o relativismo ou seja a posição daqueles que pensam que não há verdades absolutas ou valores universais.

A ética é outro princípio que deve pautar a vida do homem em sociedade. Na política na economia tem de haver respeito pelos direitos  e pela dignidade do ser humano. A ciência e a biologia têm de respeitar a vida e os limites que ela impõe. “ A área económica não é eticamente neutra nem de natureza desumana e anti-social “ ( Caritas in veritate ).

 

Dos discursos do Papa em Portugal ficaram-me na memória algumas frases que passo a analisar:

 

1-Inimigos da Igreja

No avião que o conduzia a Lisboa o Papa disse aos jornalistas que a maior perseguição à Igreja não vem dos inimigos que estão fora mas do pecado dentro da Igreja e por isso há necessidade de reaprender a penitência e de aceitar a purificação.

Na verdade sabemos que logo nos primeiros séculos do cristianismo surgiram as heresias que puseram em causa a ortodoxia da fé. Depois no século XVI apareceu o movimento reformista protestante que pôs em causa a autoridade do Papa. Nos nossos dias há também certos grupos de católicos que querem descaracterizar o cristianismo tornando-o mais fácil e moderno ( facilitismo )

 

2-Exortação à beleza

No Centro Cultural de Belém perante um vasto grupo de convidados o Papa disse: “ Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza. “

É pela beleza de um quadro , de uma escultura, de um concerto,  de uma paisagem que nós ficamos extasiados e  somos transportados ao infinito e ao transcendente que é Deus. É pela beleza elevada ao infinito que nós chegamos muitas vezes a Deus. É aqui que começa tantas vezes a racionalidade da fé. Quando fazemos da nossa vida um lugar de beleza estamos sem dúvida a aproximar-nos de Deus.

 

3-Casamento entre homem e mulher e respeito pela vida.

 

Na Igreja da Santíssima Trindade e perante uma assistência constituída por organizações sociais, o Papa defendeu o casamento entre homem e mulher como o verdadeiro e autêntico casamento. Condenou também todas as situações que conduzem ao aborto e que não têm em conta o valor ético da vida.

Um cristão tem de ser compreensivo e tolerante mas a Igreja, como disse o senhor Cardeal Patriarca numa entrevista à revista Pública, não pode andar ao compasso da batuta da comunicação social.  O cristianismo é uma religião radical onde a entrada para Deus se faz pela porta estreita.

 

4-O cristão é um missionário de Cristo

Nos tempos que correm em que há falta de sacerdotes os cristãos devem colaborar com a Igreja na sua acção pastoral e por outro lado  dar testemunho da sua fé na família e no meio onde vivem. Só é cristão o que ouve a palavra de Deus e a põe em prática

 

Fazendo um balanço da visita de Bento XVI a Portugal podemos dizer que foi um êxito. Em  tempo de crise na Igreja o Papa voltou para o Vaticano mais revigorado com o apoio que recebeu . Os portugueses puderam perceber que Bento XVI não é o homem frio de que se falava mas uma pessoa acolhedora e que sabe sorrir.

 

FRANCISCO  MARTINS

 

 

publicado por pontodemira às 19:12
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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

A VISITA DE BENTO XVI A PORTUGAL

 

1-O Papa Bento XVI vai estar em visita apostólica a Portugal durante quatro dias. É recebido em Lisboa, depois segue para Fátima onde presidirá às cerimónias do 13 de Maio e encerra  a estadia no nosso país, no Porto.  Esta viagem realiza-se num período difícil para a Igreja em que é preciso reflectir e reformar para que a comunidade católica siga na prática o verdadeiro caminho de Cristo. Por isso nos próximos dias não só os católicos mas todos os crentes vão certamente escutar com atenção as homilias do Papa para ouvir os seus sábios conselhos e as orientações que tem para nos dar.

 

2-Afinal quem é Bento XVI ?  Consultando os dados biográficos verificamos que nasceu em 16 de Abril de 1927 em Marktl am Inn uma pequena povoação na Alta Baviera perto da Fronteira com a Suíça. O pai de Bento XVI era um comissário da polícia e um católico praticante. Em 1939 entra para o seminário menor mas logo de seguida é obrigado à força a inscrever-se na Juventude Hitleriana. No fim da guerra em 1946 volta novamente para o seminário e prossegue os seus estudos na Faculdade de Teologia de Munique. Lecciona na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising e obteve o doutoramento em Teologia em 1953. Exerceu também a actividade docente em Bona, Munster, Tubinga e Ratisbona.  Ao ser nomeado arcebispo de Munique em 1977 encerra a sua carreira académica. Durante o período em que foi professor em Tubinga foi colega de Hans Kung outro grande teólogo católico que se tornou dissidente por contestar a infalibilidade papal.

 

3-Bento XVI não tem a popularidade do anterior Papa João Paulo II. São homens diferentes com estilos diferentes. O actual Papa é um intelectual, culto e erudito, com conhecimentos profundos na área da teologia e da filosofia. As três encíclicas que escreveu, Deus Caritas est ( Deus é amor ), Spe Salvi ( A Esperança que nos Salva ) e Caritas in Veritate ( A Caridade na Verdade ) mostram-nos uma preocupação em transmitir de forma simples e compreensível o essencial da mensagem cristã. Assim a nossa caminhada na terra tem de ser alicerçada no amor desinteressado, na esperança em Deus que nos salva e na verdade ,ou seja, no respeito pelos valores éticos e morais e numa conduta que tenha em conta a dignidade da pessoa. Um outro ponto chave do pensamento de Bento XVI é o da convergência entre a Fé e a Razão. A Fé sem a Razão é cega e fundamentalista; por outro lado a Razão sem a Fé conduz a um cepticismo que não deixa qualquer abertura para o transcendente.

Bento XVI é também autor de vários livros  dos quais destaco alguns que já li : “ Jesus de Nazaré “ e Introdução ao Cristianismo “. Em Jesus de Nazaré o Papa Bento VI, como ele próprio afirma, apresenta o Jesus do evangelho como o Jesus real, como o Jesus histórico.  A Introdução ao Cristianismo é uma análise detalhada à profissão de Fé cristã.

Há ainda outro livro “ Existe Deus “, também muito interessante, em que Bento XVI aborda a temática da existência de Deus da Fé a da Verdade em diálogo com o ateu Flores d´Arcais.

Sabemos ainda que o Papa gosta de tocar piano e aprecia Mozart e Bethoven.

 

4-Mas nem tudo são rosas no pontificado de Bento XVI. Os abusos sexuais de menores recentemente divulgados são sem dúvida motivo para preocupação. Mas aqui é bom não esquecer que não se pode tomar a parte pelo todo. São casos que lamentamos e reprovamos mas a Igreja é constituída na sua maior parte por religiosos e leigos que desprendidamente entregam as suas vidas ao serviço das comunidades cristãs espalhadas pelo mundo.

Bento XVI é considerado por alguns como um Papa conservador dado que se opõe aos progressistas ou seja aos que reclamam reformas rápidas e radicais na Igreja. Foi também envolvido em casos polémicos quando citou as palavras do Imperador de Bizâncio em que Maomé incitava à violência ou quando numa viagem para África disse que o preservativo não resolvia o problema da sida. Pelo que tenho lido, parece que na Cúria Romana se trabalha descoordenadamente e em roda livre  sem controlo rigoroso do Papa.  De positivo há, no entanto, a salientar os esforços que Bento XVI tem feito para reatar o diálogo ecuménico com Judeus e muçulmanos.

Sem cair em modernismos que atraiçoem a autenticidade do verdadeiro cristianismo parece que é óbvio que a Igreja tem de se modernizar e adaptar aos tempos que correm.

 

5-Esperamos e desejamos todos que o Papa seja acolhido com o carinho e o respeito que ele nos merece como representante de Cristo na terra, Fazemos votos que tudo corra conforme o que foi programado e sem incidentes ou provocações dos grupos minoritários e radicais que se aproveitam das circunstâncias para dar nas vistas. Portugal recebeu e acolheu da melhor maneira os anteriores Papas que nos visitaram-Paulo VI e João Paulo II. Somos um povo hospitaleiro e a partir do dia 11 iremos demonstrar ,certamente, a nossa afectividade a este ilustre representante da Igreja.

 

 

FRANCISCO  MARTINS

 

publicado por pontodemira às 12:34
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

SINAIS DE ALARME EM TEMPO DE CRISE

 

Uma agência de rating internacional acaba de fazer uma avaliação negativa das finanças de Portugal, agravando uma vez mais o risco da dívida pública a longo prazo. Será que esta análise tem fins especulativos e se destina a obter mais lucros aumentando os juros de quem nos concede crédito ou assenta em dados realistas e corresponde à verdade ?

 

Não há dúvida que as finanças e a economia de Portugal estão em baixo por motivo da crise internacional mas também por erros que se foram cometendo ao longo de vários anos.  É fácil verificar que a nossa competitividade é fraca, o crescimento económico reduzido e a dívida pública vem aumentando de ano para ano a níveis preocupantes.

 

Para inverter este estado de coisas há várias vias possíveis: reduzir a despesa do Estado aumentar os impostos  ou as duas coisas simultaneamente.  Antes de aumentar os impostos, que  deve ser encarado como o último recurso, a primeira prioridade seria reduzir a despesa pública corrente através das seguintes medidas: cortes nos orçamentos de cada ministério e no número de assessores de cada ministro, venda das empresas públicas que não dêem lucro  e não tenham utilidade pública , corte nas regalias de políticos e deputados , redução para níveis aceitáveis dos ordenados dos gestores públicos e acabar com as duplas e triplas reformas . Estes são alguns exemplos do que se poderia fazer de imediato.

 

Mas a crise só poderá ser debelada se forem também tomadas medidas positivas como o investimento público. É por este meio que se poderão criar postos de trabalho e produzir riqueza. Se não for feito um esforço para aumentar as nossas exportações  ficaremos dependentes do exterior e a  dívida pública continuará a subir imparavelmente. O Estado tem pois de contribuir para que se criem as condições estruturais que tornem a nossa economia competitiva. O investimento público é pois necessário mas para a aplicar em pequenas obras -  reparação e melhoramento de estradas, construção de escolas, hospitais e obras de restauro urbano – ou para obras que tragam retorno a médio e longo prazo.  As grandes obras como o TGV deviam ser adiadas para quando a situação financeira de Portugal o permitisse. Não faz sentido que se vá agravar ainda mais a dívida do país com uma obra que provavelmente não vai ser rentável. Imaginemos uma pessoa que está endividada e mesmo assim não hesita  em pedir dinheiro ao Banco para construir uma casa, hipotecando, como garantia, todos os seus bens.  O mais provável é ficar sem nada e ainda por cima mais pobre do que estava. O mesmo acontecerá a Portugal se porventura se deixar seduzir pelo TGV.

 

Interligado com o investimento público  estão as fontes de financiamento, sempre que precisamos de dinheiro para cobrir o défice orçamental. O Estado poderia obter internamente o dinheiro que precisa a taxas de juro mais baixas. Bastaria que incentivasse a poupança subindo as taxas de juro dos Certificados de Aforro, Obrigações do Tesouro e depósitos a prazo, que actualmente se encontram a níveis pouco atractivos.

Se estas medidas não derem efeito teria então que se ir para outras mais drásticas como o congelamento do 13º mês.

 

Esperemos que o PS e o PSD se entendam e cheguem a um acordo sobre aquilo que é urgente implementar para reduzir gradualmente o défice e a dívida pública de forma a não ter que se recorrer no futuro a soluções mais gravosas  para os portugueses. Vamos fazer votos para que impere o bom senso e o sentido de Estado.  Não me parece que a revisão da Constituição seja uma prioridade como alguém quer. Se o país não se desenvolveu não foi por causa da Constituição. Também não me parece que a Constituição possa constituir um impedimento para que se executem de imediato as reformas que é urgente fazer.

 

FRANCISCO JOSÉ SANTIAGO MARTINS

publicado por pontodemira às 20:26
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