Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

A EUFORIA DO EURO 2008

1-Durante quase um mês o país viveu com entusiasmo a participação da selecção portuguesa no Euro 2008. Começou com o estágio em Viseu e veio a acabar definitivamente com a derrota frente à Alemanha que mais uma vez mostrou como se deve jogar para obter bons resultados. Um pouco por todo o lado, nas janelas das casas  e nos automóveis, a bandeira nacional esteve sempre presente. A juventude e até os mais velhos vestiram-se com as cores da selecção e não faltaram cachecóis, camisolas e chapéus dando ao ambiente um ar de festa. Antes da partida para a Suiça os jogadores, o treinador e os dirigentes foram recebidos pelo senhor Presidente da República que procurou talvez incutir ânimo e confiança para os grandes desafios que se iam seguir. Só que às vezes tanta festa e tanto apoio antecipado pode transformar-se num síndrome se os atletas acusarem demasiado o peso da responsabilidade e não renderem o que em circunstâncias normais estaria ao seu alcance.

 

2- Toda esta euforia com o futebol começou quando Scolari passou a orientar a nossa selecção. Em campeonatos anteriores não me lembro de haver tanto entusiasmo, nem mesmo nos tempos áureos do Eusébio. As pessoas acompanhavam com interesse os jogos na televisão e festejavam naturalmente sempre que havia uma vitória de Portugal.

 

3-Com a era Scolari tudo mudou. Gerou-se a convicção que éramos os melhores e que tínhamos capacidade para ganhar a qualquer equipa. Ora, o futebol é uma caixinha de surpresas e ninguém pode garantir que vai ganhar um desafio. Ter bons jogadores é de facto uma mais-valia mas não é tudo. Se houver um individualismo exagerado e não se trabalhar para o conjunto dificilmente se ganhará um jogo. Por outro lado o treinador não pode utilizar sempre o mesmo esquema e os mesmos jogadores. A táctica tem de variar pois os adversários não são todos iguais e é preciso tirar partido das fragilidades de cada um. Para isso é que existem os treinadores que normalmente são bem pagos. Não percebo nada de futebol mas deu para entender que  Scolari  não escolheu a  táctica mais adequada no jogo com a Alemanha. Jogar deliberadamente ao ataque contra uma equipa matreira, calculista e experiente não era , com se viu, a melhor solução. Tendo Portugal melhores jogadores acabou ingloriamente por ser eliminado da parte final da competição.

 

4-Fazendo uma retrospectiva da nossa participação em campeonatos europeus e do mundo verificamos ter sido no Euro 2004 realizado em Portugal que obtivemos o melhor resultado chegando mesmo à final que perdemos para a Grécia. Apesar de termos bons jogadores, alguns deles a jogar nos melhores clubes da Europa, a nível de selecção nunca fomos campeões. Nos desafios de grande responsabilidade claudicamos sempre. A que se deve tanto desaire? Fatalismo ou má sina? Será que os jogadores não são preparados psicologicamente para os grandes desafios e acusam demasiado o peso da responsabilidade? Será por excesso de confiança e menosprezar o valor do adversário como provavelmente aconteceu com a Suiça? Sendo qualquer campeonato uma competição com muitos jogos seguidos é natural que os jogadores mais atléticos e mais bem preparados fisicamente façam toda a diferença. Caberá ao novo treinador analisar as causas do insucesso e tomar as medidas necessárias que que nos permita uma melhor performance no próximo campeonato do Mundo a realizar na África do Sul. E já que falo em treinador penso que o mesmo deveria ser português pois temos excelentes técnicos capazes de fazer um bom trabalho.

Francisco Martins

 

 

 

publicado por pontodemira às 21:35
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Domingo, 22 de Junho de 2008

LER A BÍBLIA

1-Segundo um inquérito feito na diocese de Lisboa dado a conhecer no Jornal de Notícias do dia 11 de Junho do corrente mês, a maioria dos católicos praticantes não lê a Bíblia. Esta revelação não me espanta. Já sabíamos que uma grande parte dos que se dizem católicos não são praticantes e também que na missa dominical se vêm poucos jovens. Caberá à Igreja tirar daqui as devidas ilações e procurar novos rumos que possam contrariar e inverter esta situação. Vivemos num mundo materialista e hedonista que deixa pouco espaço para a reflexão e para o espiritual. A Igreja terá que deixar o casulo onde se encontra encerrada e virar-se para fora, para o Mundo. É no contacto diário com a juventude e com os que precisam de ajuda  que a sua acção pode ser útil.

 

2- No que diz respeito ao gosto pela leitura da Bíblia a tarefa não é fácil. Durante muitos anos ela foi esquecida pela Igreja católica a ponto de de ser considerada quase como um “ livro proibido “. O contacto com as leituras da Missa bastava e não era necessário um maior aprofundamento dos temas bíblicos, para evitar confusões. Ainda bem que hoje se reconhece a  importância da Bíblia e se pede aos crentes a sua leitura.  Há no entanto que ter em conta que essa tarefa depende também de outra questões prévias: gosto pela leitura, motivação para os temas religiosos e a formação adequada que permita uma interpretação correcta do texto bíblico. A Igreja terá que promover cursos de formação e criar núcleos de trabalho para todos os que queiram reflectir sobre os diversos livros da Bíblia.

 

3-Nos últimos anos tenho lido algumas obras sobre assuntos bíblicos que me permitiram ter uma visão mais correcta e ampla da matéria. Assim, pude desfazer e concepções erradas que me ajudaram a consolidar a minha fé. Ao contrário do que muita gente pensa a Fé a Razão não colidem mas completam-se. Deus não quer a ignorância de ninguém. A Ciência e a Religião não podem de forma alguma contradizer-se. A Bíblia não pode, como algumas seitas religiosas pretendem, ser interpretadas de forma literal. A criação do Mundo ( Gen. 1 ) e a criação do Homem (Gen.2)  não estão de acordo com os avanços da Ciência nesta matéria.  O Mundo e os seres vivos , incluindo o Homem, são o resultado de uma longa evolução que tem na sua origem Deus criador. É Deus que escolhe os mecanismos da evolução de todos os seres vivos , incluindo o de criaturas inteligentes como o Homem, dotado de livre arbítrio e capaz de distinguir o Bem do Mal ( evolucionismo teísta). No Antigo Testamento há vários casos contraditórios com a ciência actual. Um deles é o de Josué que durante uma batalha pede a Deus para parar o Sol ( Josué, 10,13 ). Ora todos sabemos pela teoria heliocentrista que é a Terra que gira à volta do Sol e não o contrário. Todos estes casos têm de ser  analisados à luz da Fé de quem os escreveu e não segundo os conhecimentos científicos actuais.

Também no Novo Testamento há que saber interpretar as palavras dos Evangelistas. Os textos foram escritos muitos anos depois de Jesus Cristo ter morrido com base na tradição oral e em pequenos fragmentos escritos que circulavam na altura e serviram de fonte aos autores dos evangelhos. Não podem por isso se r lidos como reportagens fotográficas de acontecimentos. Muitas narrações têm finalidade catequética ou teológica e não podem ser vistos como acontecimentos reais. A multiplicação dos pães e dos peixes poderá querer significar que Jesus não falta com o seu alimento espiritual a quem o procura  ( Eucaristia ).  Por outro lado, os quatro Evangelistas têm estilos e culturas próprias e isso reflecte-se no texto escrito. Os evangelhos Sinópticos ( Mateus, Marcos e Lucas) são muito semelhantes na sua estrutura e podem ser lidos comparativamente em 3 colunas;   o de São João é diferente e apresenta-nos Jesus como um pregador de longos discursos. Enquanto os sinópticos põem mais em destaque a parte histórica de Jesus,  o de S.João é de fundo mais teológico. De qualquer forma todos eles têm como substrato comum, Jesus, filho de Deus, feito Homem, que operou grandes milagres e morreu na cruz para nos salvar do pecado. E na diversidade dos evangelhos está a  sua riqueza.

 

4-A interpretação da Bíblia tem levantado muitas polémicas e atritos entre teólogos e igrejas. O pecado original, por exemplo, insere-se no mito das origens e resulta de uma  interpretação errada que Santo Agostinho faz do Gen,2,3.  O teólogo católico Armindo Vaz refuta a tese do pecado original com base nos seguintes argumentos:

-no Génesis não há qualquer alusão ao pecado original

-o homem esteve em fase de construção durante muito tempo e só na altura da transgressão passou a distinguir o Bem do Mal

-a punição dada à serpente insere-se na mesma linha da atribuída á mulher e ao homem

-na carta aos Romanos(R6,16-18) S.Paulo não descreve a doutrina do Pecado Original, mas a teologia da redenção do ser humano pela graça de Jesus.

 

Uma outra questão que pode levantar alguma perplexidade a certas pessoas é a de o Deus do Antigo Testamento incitar à guerra e à violência. Só que é preciso uma contextualização dos textos na época em que foram escritos. Para nós Deus é infinitamente Bom e Misericordioso pois são atributos que lhe são inerentes; pelo contrário os Israelitas viam Nele um juiz implacável e castigador.  Doenças como a lepra eram consideradas consequência do pecado e do castigo de Deus.

 

5-Na Bíblia, Livro dos Livros, podemos encontrar uma grande variedade de géneros literários. Apesar de algumas contradições aparentes e de factos que não se encaixam com a ciência actual temos que atender fundamentalmente ao que está subjacente em todos os textos e autores: Deus está com a Homem na História e não o abandona nos dias difíceis. A Bíblia é acima de tudo, e como diz o Padre Carreira das Neves,  uma interpretação teológica da História.

 

Bibliografia:

Comentários à Bíblia, Padre Carreira das Neves, Edição Franciscana

Jesus,uma biografia, Armand Puig , edição Paulus

A Verdadeira História de Jesus, E.P.Sanders, Editorial Notícias

Jesus o Homem e o Filho de Deus, Michel Quesnel, editorial Gradiva

 

 

 

 

Francisco Martins

 

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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Com um pé dentro e outro fora

 

1-Manuel Alegre não está contente com o governo nem com o partido socialista. O governo não escuta os professores nem os sindicatos e não tem na devida conta as manifestações de rua. Dos milhares de pessoas que protestam há com certeza também socialistas que não estão contentes com a situação e procuram por este meio ser ouvidas. Todos concordamos que há quem esteja no limiar da pobreza e reclame medidas urgentes do governo. Ninguém pode ficar indiferente a estes problemas e o Estado tem a obrigação e o dever de ajudar, directamente ou através das instituições de assistência social, todos os que necessitam de apoio.

 

2-Manuel Alegre também não gosta como é encarada a sua actuação dentro do Partido Socialista pois é visto por alguns militantes como inimigo. Situado na ala mais radical e de esquerda do partido tem mais afinidades com o Bloco de Esquerda ou com o Partido Comunista. Para ele o Partido Socialista está a ter uma conduta seguidista em relação ao governo e a ser contagiado pelas ideias neoliberais e pela economia de mercado. Só que hoje os partidos sociais democratas e socialistas há muito que abandonaram as suas raízes marxistas ficando as nacionalizações e o controle da economia pelo Estado reduzidas ao mínimo. Não me parece que as nacionalizações sejam a solução para resolver os problemas do nosso país. No entanto, no caso da Galp, se esta empresa estivesse nacionalizada talvez permitisse ao Estado baixar os preços dos combustíveis atendendo aos lucros fabulosos que apresenta no fim de cada ano e que beneficiam exclusivamente os gestores e accionistas.

 

3-Dizer o que está mal e fazer diagnósticos não é difícil. Manuel Alegre retrata muito bem a situação do país mas aponta muito poucas soluções ou vias para resolver a crise. Se tivéssemos o nível de desenvolvimento da maioria dos países europeus, o esforço que está a ser pedido às classes mais débeis não seria tão penoso. Assim, para que haja uma justa redistribuição da riqueza, o Estado teria pela via dos impostos que ir buscar o dinheiro aos que ganham altos vencimentos. É o que se faz nos países nórdicos onde os impostos chegam a atingir 30% do PIB. Nesses países a rede de assistência do Estado funciona a sério e não há situações de carência como em Portugal.

Seria necessário e recomendável também reduzir os custos com as prebendas dos ex-presidentes da república pois não faz sentido que estejam a usufruir de carro do Estado, motorista privativo, assessores, secretários e instalações próprias para trabalharem. Os vencimentos que ganham já por si são elevados e não se justificam outros privilégios. Deveria também haver uma redução substancial do número de deputados uma vez que muitos se limitam a votar quando é necessário e poucas ou nenhumas vezes intervêm durante a legislatura.

 

4-Para concluir diria que Manuel Alegre tem toda a razão nas críticas que faz. No entanto as suas palavras teriam outra força se também ele prescindisse de algumas regalias como a subvenção de 3000 € que lhe foi atribuída por trabalhar uns meses na RTP. As suas palavras teriam também outra acuidade se desafiasse todos os políticos que ganham acima de um certo patamar a descontarem uma percentagem do seus vencimentos em favor dos que têm pensões e ordenados de miséria.Por outro lado não me parece correcto que  esteja com um pé dentro e outro fora do partido. Não tem sentido ser socialista e alinhar com os partidos da oposição contra o partido a que pertence.

 

Francisco Martins

 

 

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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

O aviso de Mário Soares

1-Num artigo publicado no Diário de Notícias no dia 27 de Maio passado, Mário Soares  manifestava-se preocupado com os Relatórios vindos a público e que situam Portugal na cauda da Europa no que toca ao fosso existente entre ricos e pobres. Por força do rigor e da contenção orçamental os últimos anos foram bastantes penosos para todos os portugueses e em especial para as classes economicamente mais débeis. Quando todos nos preparávamos para uma certa folga e uma melhoria gradual da situação, eis que surgem em cadeia uma série de aumentos: subiu o o preço de alguns bens essenciais como o pão e o arroz e ainda, como se isto não bastasse, o preço dos combustíveis. Todos eles criam enormes dificuldades a quem tem magros salários ou esteja no desemprego. Ultimamente são os pescadores que se queixam do aumento do preço do gasóleo e resolveram fazer greve.

 

2-Estamos a viver tempos de grande instabilidade não só por causa das nossas naturais fragilidades mas também por força de uma conjuntura internacional desfavorável. O nosso crescimento económico não arranca de forma significativa com reflexos negativos no aumento do desemprego e na criação de riqueza. É fácil criticar o Estado e responsabilizá-lo por não investir o suficiente de forma a estimular a economia. Mas a solução do problema não reside só aqui. Os empresários têm de ser inovadores e criativos e procurar as áreas em que possam ser competitivos. Por outro lado os jovens licenciados terão de procurar projectos que os possam lançar no mundo empresarial. Do que Portugal não tem falta é de especialistas que são capazes de traçar na perfeição diagnósticos da situação económica e financeira do país mas  são incapazes de indicar soluções ou pistas para resolver os problemas. No programa “ Prós e Contras “da semana passada, Medina Carreira demonstrou, através de gráficos, como temos andado sempre atrás da Europa no crescimento económico. Mas a  única pista que deu para se sair deste marasmo foi, segundo percebi, o agravamento dos impostos para os que ganham chorudos ordenados. Manuel Alegre numa entrevista à revista “ Visão “ diz que tem de haver alternativa às políticas sufragadas pelo Banco Mundial, pela OCDE ou por Bruxelas. Concordo com este ponto de vista só que Portugal estando dentro da Comunidade Europeia e do mercado livre tem de respeitar as regras por que se regem estas instituições enquanto não surgir um acordo entre todos os países para as alterarem. O nosso isolamento da Europa seria mais gravoso e de consequências imprevisíveis. É preciso não esquecer que o  nosso desenvolvimento nos últimos anos se ficou a dever aos fundos comunitários.

 

3-O dr. Mário Soares está preocupado com os índices de pobreza em Portugal. Eu também e ainda mais os que vivem com magros salários. Só que convém avivar a memória e voltar aos anos de 1976-78 e 1983-85 em que o Dr.Mário Soares foi primeiro-ministro. Nessa altura em era corrente falar em “ apertar o cinto “ e sobre a necessidade de”meter o socialismo na gaveta”. É que as condições impostas pelo FMI a Portugal não permitiam reduzir de forma eficaz os bolsos de pobreza que também existiam e eram mais visíveis na região de Setúbal. Quando Mário Soares diz para o governo socialista que é preciso reflectir nos dados dos relatórios que foram publicados, pois como diz o ditado “ quem te avisa teu amigo é “ convém não esquecer que também ele já foi anteriormente alertado para os mesmos problemas. É caso para dizer bem prega Frei Tomás…..

 

Francisco Martins

 

publicado por pontodemira às 22:01
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