Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

APOIO E SOLIDARIEDADE SOCIAL

A crise económica que o país está a viver e o elevado número de desempregados faz com que haja cada vez mais pessoas que precisam de recorrer aos institutos de solidariedade social. Os cortes nos abonos de família e nos salários são um verdadeiro pesadelo para quem tem de comer e educar os filhos. Muitos dos que trabalhavam e tinham um nível de vida razoável vêem-se agora reduzidos à miséria e por vezes com vergonha de pedir ajuda. E a situação não tem tendência para melhorar nos tempos mais próximos. A nossa economia bateu no fundo e a recuperação poderá levar anos a reanimar.  Por outro lado e como diz Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, “o modelo de Estado social que estava instituído faliu” . E a razão é fácil de explicar. Sabemos que são cada vez menos os trabalhadores no activo a descontar para a Segurança Social e que aumentam exponencialmente todos os dias os beneficiários de subsídios de desemprego e de pensões de reforma. Sendo assim é inevitável que o sistema tenha mesmo que rebentar.

 

Face ao drama que está a atingir muitas famílias portuguesas, o arcebispo de Braga D. Jorge Ortiga lançou um apelo aos padres da sua diocese sugerindo para doarem um mês de ordenado em favor das obras de assistência social. Como o Estado não tem meios que cheguem para socorrer a todas as necessidades só a ajuda solidária de um grande número de cidadãos  poderá minorar as carências de toda a ordem que irão surgir de norte a sul do país. O povo português é generoso e certamente não vai faltar à chamada. Segundo dados fornecidos pelo Banco Alimentar as ajudas recebidas até ao momento já  suplantaram em muito as do ano passado.

 

Infelizmente as situações de pobreza extrema não são exclusivas do nosso país.  Na revista “ Visão “ li um artigo intitulado  “ A terceira idade do crime “ , que me deixou impressionado e perplexo.  Fiquei a saber que no Japão em cada cinco habitantes um tem mais que 65 anos.  A população é vítima da sociedade liberal que atira cada vez mais pessoas para o desemprego.  Os idosos vivem na mais completa solidão pois há poucos lares ou abrigos para os recolher. Passam fome e à noite dormem em caixotes de cartão ou nas estações do metro. Quando o stress e o desespero é grande muitos acabam por matar e escolhem os crimes mais sangrentos pois preferem acabar os seus dias na prisão onde têm um tecto e refeições. A pobreza é de tal ordem que por vezes as pessoas são levadas a cometer fraudes aberrantes. A reportagem cita como exemplo o caso de ocultação de um  cadáver em casa para a família  continuar a receber a sua reforma. Estas situações são preocupantes e são a prova de uma sociedade desumanizada e decadente.

 

No nosso país, se a crise se agravar e nada for feito para que haja uma mais justa redistribuição da riqueza acabando com os ordenados e reformas escandalosos, poderão surgir casos explosivos e difíceis de controlar. Há que investir para criar empregos. Mas é bom perceber que o Estado não pode fazer tudo. Os nossos empresários têm  de ser criativos e tirar proveito das riquezas que temos e de produtos de grande qualidade. Só com o trabalho, a cooperação e a solidariedade de todos os portugueses se poderá tirar o país do fosso em que caiu.

 

Francisco Martins

publicado por pontodemira às 21:11
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